FESTA MISSIONARIA AMIGOS DO PIME DE IBIPORÃ
VENHA E PRESTIGIAR VOCÊ E SUA FAMÍLIA


JANTAR EM PROL DA MISSÃO ALÉM FRONTEIRAS


           O Grupo Missionário “Amigos do PIME” da Paróquia de Nossa Senhora da Paz de Ibiporã/PR, sensível à causa missionária, realiza durante o ano diversas atividades com o objetivo de colaborar na evangelização além fronteiras. Neste sentido, o grupo se prepara para mais uma atividade: o Jantar Dom Pedro Zilli.
          Dom Pedro Carlos Zilli é natural do interior de São Paulo, mas cresceu na cidade de Ibiporã/PR onde sua família reside ainda hoje. É missionário do PIME e trabalha na Guiné Bissau há quase 27 anos. É bispo da Diocese de Bafatá e seu testemunho missionário é sinal vivo de esperança para o povo guineense.
            A missão de Dom Pedro nos lembra a todos do nosso compromisso de batizados: ser anunciadores da Boa Nova... de modo particular, onde Cristo não é conhecido.


Venha fazer parte desta história!

É ALGUÉM QUE PROCURA UM TESOURO


"O Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo; um homem o acha e torna a esconder e, na sua alegria, vai, vende tudo o que possui e compra aquele campo". Mt 13,44
           
            O tesouro já se encontra presente na vida do missionário, mas necessita ser revelado e explicitado no mundo e na vida do outro.
            A primeira motivação de uma vocação missionária é que a pessoa tenha uma intensa experiência de Deus. Essa experiência é o tesouro que ela encontrou em sua vida e que quer comunicar aos outros. A mulher do Evangelho diz: "Vamos fazer festa, porque encontrei o que estava perdido" (Lc. 15,9). A felicidade é tão grande que ela quer partilhar com todos a sua alegria.
No começo, o missionário tem algo a comunicar aos povos e às culturas. Quer revelar a sua grande descoberta de Deus porque foi envolvido e sacudido por algo que não pode manter só para si. Mas também percebe que esse grande tesouro já está presente, mimetizado e escondido, no solo do novo povo, no seio daquela cultura. Ele já está semeado, há várias gerações, no coração das culturas, desde o tempo da criação do mundo. A descoberta desse tesouro enriquece a experiência de Deus do missionário ("Eu fui evangelizar e fui evangelizado").
            A primeira atitude que acompanha o missionário é de silêncio e de escuta diante do mistério, após um início de desencanto e de choque cultural. Ao começar a escavar mais profundamente no sulco da cultura, titubeante, temeroso e fascinado, ele percebe que, ali dentro, na vida e na visão de mundo, há um tesouro que deve ser desvendado.
            Aproximando-se do solo sagrado, deve tirar as sandálias dos próprios pés, assim como Moisés no monte Oreb, porque aquela terra é sagrada. É terra da revelação de Deus que atemoriza a atrai. Qualquer contato com o divino representa um momento de excitação, mas também de grande temor.
            A terra e a casa do outro se tornam o chão sobre o qual se movimenta o missionário. É o lugar da revelação de sua identidade. No diálogo e no contato com o outro, aprofunda-se a possibilidade de mergulhar no âmago mais íntimo do seu próprio eu, de descobrir raízes e de viver a profunda experiência de Deus.
            Do protagonismo inicial ("Eu vou levar"), o missionário se faz solidário na busca do tesouro e na contemplação das maravilhas. O tesouro já se encontra lá. Não há mais jeito de voltar para o lugar de antes. "É lá que vou viver e morrer", diz o missionário, porque é lá que está escondido e se encontra o tesouro.
dos escritos de
Pe. Giorgio Paleari, pime
Fonte: pimenet.org.br